quinta-feira, 21 de abril de 2011

Semana Santa - Quinta-feira da Ceia do Senhor e Lava-Pés - Jo 13, 1-15

"Se eu não te lavar, não terás parte comigo"
Jesus passou na terra fazendo o bem e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus, preparado para todos os que dele quiserem tomar parte. Chegou, então, o momento de sofrer a Paixão, morrer e ressuscitar para completar a obra da Redenção e abrir definitivamente o Céu para os homens.
O Senhor, portanto, veio para servir, para ser o Servo sofredor que o profeta Isaías já havia predito muito tempo antes de Sua vinda. Ele veio colocar-se a serviço dos homens e de sua salvação.
E, assim como Jesus fez, também deve fazer todo aquele que quiser ser Seu discípulo: colocar-se a serviço das necessidades dos demais, não somente as necessidades materiais, mas principalmente as espirituais, que são as mais importantes.
O mundo e os homens de hoje vivem em um grande vazio e estão mergulhados na escuridão, por falta de Jesus Cristo e de Seu Amor. E o Senhor envia Seus discípulos, para que levem Seu Nome a todos os que andam perdidos e, sozinhos, são incapazes de O encontrar.
De modo particular, o Senhor constitui servos dos homens, em ordem à Redenção, os sacerdotes, chamados para um serviço semelhante ao Seu. São "outros Cristos", ungidos para levar os homens a Jesus.

terça-feira, 12 de abril de 2011

V Semana do Tempo da Quaresma - Jo 8, 21-30

"Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que Eu Sou"
Jesus atribui a Si mesmo o Nome divino, revelado por Deus a Moisés quando o enviou ao Faraó para libertar os israelitas da escravidão do Egito (cf. Ex 3, 13-15: "disse Deus a Moisés: 'EU SOU aquele que é'").
Portanto, Jesus afirma abertamente aos fariseus, conhecedores das Escrituras, que é Deus, com o Pai que O enviou. E afirma, ainda, que a cruz onde será elevado é o sinal de Sua glória e de Sua divindade.
Jesus é o Justo por excelência, aquele que sempre cumpre a Vontade do Pai e faz o que é do Seu agrado e que jamais está só, porque o Pai sempre O acompanha.
Por causa disso, o Senhor afirma que a condição para ganharmos a Vida (isto é, para não morrermos nos nossos pecados) é crer nEle, em Sua divindade, e fazermos o que Ele faz - a Vontade do Pai, o que é do Seu agrado.
Dessa forma, podemos ser inseridos na glória de Jesus Cristo, a cruz, sabendo que o Pai não nos deixará sozinhos: se morrermos com Cristo, ressuscitaremos com Ele.

sábado, 9 de abril de 2011

IV Semana do Tempo da Quaresma - Jo 7, 40-53 (Evangelho)

"Ninguém jamais falou como este homem"
Aos que forem a Ele de coração aberto, Jesus não negará revelar-se. Foi o que aconteceu com esses guardas do templo: enviados pelos chefes dos sacerdotes para prender Jesus, não o puderam fazer, porque ouviram sem malícia Suas palavras de vida e viram-se conquistados por Seu Amor.
O mesmo pode acontecer conosco, se Lhe abrirmos o nosso coração. Pois Jesus não abandona a quem O procura com sinceridade e humildade; antes, revela-Se e derrama em sua alma as torrentes de Seu Amor.
Por outro lado, ao que se fecha em si mesmo Ele nada diz. Só lhe resta sair sozinho, sem outra companhia que seu próprio orgulho e autossuficiência, e sem qualquer resposta.

IV Semana do Tempo da Quaresma - Jr 11, 18-20 (leitura)

"Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício"
O homem justo, isto é, aquele que faz a Vontade Deus e "anda sempre em seus caminhos", confia-se ao Senhor e espera somente nEle. Conhece as tramas e as ciladas dos inimigos e vê a sua força, mas não os teme, porque Deus é sua segurança.
A profecia de Jeremias prenuncia o Mistério da Salvação - Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Ele é o justo por excelência, o enviado do Pai, que sempre cumpre a Sua Vontade e faz o que Lhe agrada. "Eliminado do mundo dos vivos" pelos chefes do povo, que O queriam matar, Jesus "vê a vingança sobre eles", isto é, triunfa sobre o demônio, o pecado e a morte por meio de Sua Ressurreição dentre os mortos, salvando a toda a humanidade, que andava errante longe de Deus.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

IV Semana do Tempo da Quaresma - Jo 5, 31-47

"Não tendes em vós o Amor de Deus"
Jesus invoca o testemunho de João Batista a Seu respeito, porque este era reconhecido como um profeta pelos que O ouviam. Invoca também o testemunho das obras que realizava - curas de doentes, ressurreição de mortos, expulsão de demônios - sinais de Seu poder messiânico, indicativos de que Ele, Jesus, era realmente o enviado do Pai, o prometido de Deus e predito por todos os profetas do antigo Israel.
Por fim, o Senhor declara que são as Escrituras, a Palavra de Deus onde está a vida eterna, que dEle dão o maior testemunho, porque são elas a Palavra do Pai que o enviou.
Para os que O escutam, porém, nenhum testemunho invocado pelo Senhor é suficiente, porque não querem crer: não amam a Deus, mas a si mesmos, e não buscam outra glória que não a sua própria.
Esta acusação de Jesus a seus contemporâneos vale ainda para nós, hoje. Pois permanecem válidos os testemunhos invocados: João Batista, os sinais realizados, a Escritura. E hoje temos também o testemunho da Igreja, instituída por Cristo e que permanece de pé desde há dois mil anos, apesar de todas as circunstâncias históricas, fiel ao seu Senhor e aguardando o Seu retorno, a Sua segunda vinda, que há de ocorrer um dia, conforme Ele mesmo prometeu (cf. Mt 26, 64).
Jesus, hoje, nos coloca diante de uma escolha: crer nEle como enviado do Pai para a Redenção dos homens, tendo em vista os testemunhos que Ele invoca; ou rejeitá-lO, negando a verdade e impedindo que habite em nós o Amor de Deus.
O Senhor espera a nossa resposta. O que Lhe vamos dizer? "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo" (cf. Mt 16, 16).
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