segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

V Semana do Tempo Comum, segunda-feira – Mc 6, 53-56

E todos quantos O tocavam ficavam curados

As pessoas acorriam a Jesus levando seus doentes para que fossem curados por Ele. Alguns pediam para tocar a orla de seu manto e todos quantos O tocavam ficavam curados.

A imensa falta de fé que acomete a humanidade em nossos dias faz com que já não corramos mais ao encontro de Jesus, para sermos curados dos males que nos afligem. Sofremos muito, seja por causa de doenças e males físicos, seja pela solidão devastadora, pelo vazio existencial e pela falta de sentido (e de Deus), que são os grandes males do homem moderno. Mas na recorremos a Jesus, que é o único que verdadeiramente nos pode curar no corpo e na alma e preencher de sentido nossas vidas, livrando-nos da solidão, do vazio, da tristeza e da angústia.

O Evangelho, porém, é taxativo a esse respeito: "TODOS quantos O tocavam ficavam curados".

Se é assim, o que estamos ainda esperando? Busquemos a Jesus, ao Senhor que nos espera para curar-nos. Mas onde poderemos encontrá-lO e como poderemos tocá-lO? Podemos encontrar e tocar Jesus na oração que brota do fundo do coração e da alma e busca-O com toda sinceridade. Podemos encontrar e tocar Jesus em Sua Igreja. Podemos encontrar e tocar Jesus na Missa, que é o memorial permanente e a atualização de Seu único e perfeito sacrifício por nós. Podemos encontrá-lO e tocá-lO nos sacramentos que Ele mesmo nos deixou, sob a responsabilidade da Igreja. E, dentre todos os sacramentos, a Confissão (Reconciliação) e a Eucaristia são lugares privilegiados para o encontro com o Senhor – porque são sacramentos de cura.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

IV Semana do Tempo Comum, sexta-feira - Mc 6, 14-29 - Memória de Santa Águeda, virgem e mártir

Herodes, nomeado governador da Judeia pelos romanos, tinha medo de João, o Batista! Herodes, o poderoso, com medo de um pregador solitário, que vivia no deserto e conclamava o povo a converter-se de coração para Deus!

Mas João era justo e santo e deixava Herodes embaraçado, porque vinha a ele com o poder da verdade. Por isso Herodes tinha medo e protegia-o – no fundo, sabia que estava em erro e que maior erro seria ainda tentar calar essa voz que clama no deserto e que o acusava para dar-lhe a oportunidade de converter-se.

O pecado, porém, escraviza quem nele vive. Preso a um juramento injusto (e que, por isso mesmo, não o obrigava de fato), o rei silencia a voz de João Batista, o precursor do Messias. Prefere afundar-se no mal a converter-se e mudar a sua vida.

Quando Jesus ganha notoriedade, o rei logo se lembra da voz que mandara calar. Tem remorso, sente medo. Mas segue sua vida presa aos erros que comete, afundando-se cada vez mais. A última chance de conversão de Herodes será diante de Jesus, preso e flagelado, que lhe será enviado por Pilatos para ser julgado. Também essa chance o rei Herodes deixará passar...

A nós também Deus aponta os erros e dá chances diárias de abandonarmos nossos pecados, pequenos ou grandes, e voltarmo-nos para Ele, a fim de vivermos a verdadeira vida em Deus. Não calemos os mensageiros que Deus constantemente nos envie, mas ouçamos a sua voz.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

IV Semana do Tempo Comum, quinta-feira – Mc 6, 7-13

Começou a enviá-los dois a dois

O Senhor manda os seus discípulos em missão, dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros, para que anunciem o Reino de Deus. Devem fazê-lo agora, enquanto Jesus ainda está fisicamente presente entre eles, para que possam continuar a anunciar o Reino depois da Ressurreição e da Ascensão, quando a presença do Senhor não será física, mas espiritual.

Os discípulos deviam aprender a partir para anunciar a Boa Nova do Reino dos Céus munidos apenas da confiança em Deus, que os envia e sustenta com Sua Providência. E, de fato, o fizeram, pois o Evangelho de hoje relata o sucesso dessa primeira missão – curaram muitos doentes e expulsaram muitos demônios.

Também a nós, que queremos ser discípulos (seguidores) de Jesus Cristo, o Senhor confia a missão de anunciar e testemunhar a Boa Nova de Seu Reino, a cada dia de nossas vidas e em todas as circunstâncias, mesmo as menores e mais insignificantes do dia-a-dia. E para cumprir bem essa missão, da forma como se nos apresenta a cada dia, devemos ter a mesma confiança daqueles primeiros discípulos, que partiram sem levar nada para o caminho.

Tudo sempre vai bem em nossas vidas, se está de acordo com a Vontade de Deus, providente e misericordiosa e que tudo governa. Mesmo quando, humanamente, vemos que tudo vai mal. Se vivermos em Deus sempre teremos sucesso, mesmo quando aparentemente fracassarmos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

IV Semana do Tempo Comum, quarta-feira – Mc 6, 1-6

E se escandalizavam por causa dele

O orgulho e a presunção humanos não admitem, muitas vezes, que alguém aparentemente comum, igual aos outros, se sobressaia de forma positiva.

É o que acontece com Jesus, que agora visita Nazaré, cidade onde fora criado, não mais como "o filho do carpinteiro", mas como o jovem profeta, conhecido em toda a Judeia e que prega a Boa Nova do Reino de Deus. Os nazarenos não podem entender como alguém que era tão comum e que saiu do meio deles agora ensina e realiza sinais e prodígios.

Por isso, ao invés de acolhê-lO de coração aberto e com fé, ouvir Seu ensinamento e crer em Sua Palavra, eles se escandalizam e rejeitam a Jesus.

E como os milagres do Senhor não são realizados de forma gratuita e espetacular, mas para acender nas pessoas a chama da fé (para que a cura do corpo venha em auxílio da cura da alma), Jesus não faz entre eles senão algumas poucas curas de doentes, como nos dá a entender o Evangelho. Pois os habitantes de Nazaré estavam empedernidos e obstinados e nenhum milagre seria suficiente para que cressem em Jesus.

Hoje, como então, Deus não entra em nossas vidas de forma espetacular ou triunfal, como nós, homens, gostamos de imaginar. Os sinais de Deus nos são dados na sutileza e na simplicidade; muitas vezes, talvez mais do que gostaríamos em nosso mundo tão cheio de ruídos, silenciosamente. Porque Deus se mostra nos detalhes e para vê-los precisamos de um coração aberto, capaz de silêncio e humilde.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

IV Semana do Tempo Comum, segunda-feira – Mc 5, 1-20

Sai deste homem, espírito impuro!

O homem possuído por muitos demônios, embora não deixe de ser uma pessoa real, também é um sinal da humanidade que vivia sob o jugo de Lúcifer e de seus anjos rebeldes. Ele vivia entre os túmulos, nos cemitérios, isto é, cercado de morte, podridão e trevas. Estava tão dominado pelo poder do inimigo do homem que nenhum outro poder terreno o podia libertar: arrebentava as correntes que os homens lhe queriam impor para protegê-lo, pois já estava acorrentado ao poder das trevas e o diabo o subjugava.

Mas a luz brilha nas trevas (Jo 1, 5): para os que jaziam na região sombria da morte, surgiu uma luz (Mt 4, 16). Jesus vem e quer libertar o homem do jugo do demônio. Ao que possui o homem, chamado Legião (porque eram muitos os demônios que tomaram o corpo daquele homem, conforme o relato do Evangelho), ordenado a sair e deixar o pobre homem em paz, resta apenas implorar ao Senhor que lhe permita possuir porcos!

O homem, antes possesso, agora está livre do demônio e das trevas, livre para servir ao Senhor que o acaba de libertar. Cheio de gratidão, quer seguir Jesus. O Senhor, porém, o envia para tornar-se testemunha entre os seus, para proclamar a todos as misericórdias de Deus que se compadecera dele.

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