terça-feira, 19 de outubro de 2010

XXIX Semana do Tempo Comum - Lc 12, 35-38

Estejam cingidos os vossos rins e as vossas lâmpadas, acesas - isto é, estejam sempre prontos, vigilantes, alertas. Mas para que é preciso estar alerta e vigiando? Para que se faz necessária a prontidão?
Jesus logo esclarece: para quando Ele, nosso Senhor, voltar. Somos nós os servos, colocados para o cuidado da casa, enquanto o Senhor está fora. Quando Ele retornar, quer encontrar os servos em seus postos, trabalhando, mantendo a casa e aguardando a Sua volta.
E quando Jesus voltará? Um dia Ele há de retornar, conforme prometeu, no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos. Será o Juízo Universal, ou seja, de todos os homens de todos os tempos e lugares.
Mas essa volta de Jesus também se dá, para cada um de nós de modo particular, no dia de nossa morte, que não sabemos quando será. E é para esse retorno do Senhor que devemos estar de prontidão, no trabalho do cuidado de nossa casa, isto é, de nosso coração e de nossa alma, para que estejam a serviço de Deus e do próximo, cheios do Amor com que Jesus mesmo nos amou.
Para aqueles que assim estiverem assim preparados, o dia em que o Senhor vier será um dia de grande felicidade!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil – Jo 2,1-11

"Encheram-nas até a boca"

À ordem de Jesus – "enchei as talhas de água" – os que estavam servindo a festa "encheram-nas até a boca", diz-nos o Evangelho. Cumpriram, pois, perfeitamente a ordem do Senhor.

O que os levou a agir assim? Os jarros eram grandes e pesados (mas ainda cheios de água) e, além do mais, Jesus mandou-os encher, mas não havia dito quanto. E, certamente, não faziam a menor ideia do que o Senhor queria com tanta água, já que o problema da festa era a falta de vinho. No entanto, diga-se de novo, cumpriram a ordem do Senhor com perfeição e então Jesus fez o milagre, transformando a água em vinho e resolvendo o que representaria um sério embaraço aos noivos.

Nós também não sabemos o que Deus quer fazer com nossas vidas (que são os nossos jarros, grandes e pesados), mas Ele nos pede para enchê-las com água – a água de nosso esforço de conversão a Deus, de uma vida espiritual levada a sério (com oração perseverante, leitura diária da Palavra de Deus, freqüência aos sacramentos, em especial da Eucaristia e da Confissão), de um comprometimento maior com os valores do Reino, da coerência entre fé e vida. Se procurarmos encher nossos jarros "até a boca", ou seja, fazer tudo da melhor maneira possível, com todo o empenho, então Jesus fará a água desta nossa vida tornar-se o vinho da eterna alegria no Reino de Deus.

Lembremos que nossa Mãe, Maria, Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, pede sempre por nós a seu Filho Jesus, dizendo, como naquele dia: "eles não têm vinho". Mas também diz a nós, como naquele dia, apontando para Jesus: "fazei TUDO o que ELE vos disser".

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

XXVIII Semana do Tempo Comum – Lc 11, 29-32

"Nenhum sinal lhe será dado"

Jesus diz que aquela geração, das pessoas de Seu tempo, é má. Quando Lhe pedem um sinal, diz que só lhes será dado o sinal de Jonas. Com isso, indica Sua própria ressurreição – assim como Jonas ficou três dias no ventre do peixe para depois ser deixado onde Deus o mandava pregar o arrependimento e a penitência, do mesmo modo Jesus ficou em poder da morte, até ressuscitar vitorioso ao terceiro dia e tornar-Se um sinal de misericórdia, de justiça e de vida para toda a humanidade.

A crítica de Jesus ao povo daquele tempo – e que serve para nós, hoje – é que não Lhe pediam um sinal para poderem crer, para reconhecer com humildade em Jesus o Filho de Deus, o Senhor, e para converterem-se de coração e mudarem de vida. Pelo contrário, pediam um sinal a Jesus movidos pelo orgulho, como se o Deus feito homem devesse provar-lhes a Sua divindade sem poder exigir deles fé e conversão. Como se eles, meras criaturas, pudessem colocar-se no lugar do Criador.

Quantos de nós não fazemos habitualmente o mesmo? Vivemos nossas vidas como se Deus não existisse e, quando precisamos, exigimos que Deus nos dê o que queremos, o que entendemos que nos convém. Mas não queremos dar a Deus o que Lhe é devido por ser Deus, isto é, não queremos amá-lO, servi-lO e adorá-lO.

O Senhor mostra aos que O ouviam os exemplos da rainha de Sabá (a rainha do sul), que foi ouvir e aprender de Salomão, o rei sábio; e do povo de Nínive, a grande cidade, que se converteu pela pregação do profeta Jonas. E conclui dizendo que Ele próprio é maior do que Salomão e Jonas.

Como, pois, não nos convertemos ao ouvir a Sua Palavra, se Ele, Jesus, é o próprio Deus que se fez homem e habitou entre nós e ainda nos deixou o sinal de Sua ressurreição?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

XXVII Semana do Tempo Comum – Lc 11, 15-26

“Chegou para Vós o Reino de Deus”
Antes da vinda do Senhor, antes que Ele realizasse a obra da Redenção da humanidade através de Sua Paixão, Morte e Ressurreição, tendo dado a própria vida e derramado todo o Seu sangue na cruz em resgate por nós, os homens vivam nas trevas e na escravidão. Jesus veio, entregou-se, sacrificou-se para nos libertar.
Mas o que escravizava a humanidade? De que veio Jesus nos libertar? Três coisas nos mantinham prisioneiros: o demônio, o pecado e a morte.
Depois da Redenção operada por Jesus Cristo em nosso favor, já não estamos mais submetidos ao demônio, nem amarrados ao pecado. E a morte já não nos tem mais em suas garras, porque recebemos a Vida eterna, em Cristo, Senhor nosso.
Jesus é o “homem mais forte”, que vence o inimigo, arranca-lhe a armadura e reparte os seus despojos. Pois Ele, Jesus, veio estabelecer o Reino de Deus entre nós e em nós.
Mas eis que o Senhor nos faz um alerta. Se o inimigo voltar e retomar o lugar de onde foi expulso, esse lugar fica em estado pior do que antes se encontrava. Com isso, Ele quer dizer que se alguém deixa Jesus libertá-lo de suas más obras e do jugo do inimigo, mas não persevera nas boas obras e no Amor de Deus, estará, por sua livre vontade e consentimento, devolvendo o coração e a alma a seu antigo senhor, Satanás, que o deixará pior do que estava. Pois não há liberdade no mal.
Supliquemos, pois, ao Senhor, hoje, que nos encha de Seu Espírito Santo e nos conceda a graça de perseverarmos até o fim, de permanecermos na Sua Palavra, para não termos outro senhor que não Ele, o único e verdadeiro Senhor, o Filho que nos liberta para que sejamos verdadeiramente livres (cf. Jo 8, 31-36).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Memória de São Francisco de Assis, diácono – Lc 10, 25-37

Jesus, hoje, nos convida a concretizar nosso amor a Deus no amor ao próximo. Pois não podemos ver a Deus e, se nos decidimos a amá-lO e esse amor não se faz palpável, facilmente se tornará uma espécie de escapismo. Então, Deus se faz presente no próximo, para nos possibilitar amá-lO verdadeiramente.

E, para que saibamos o que deve ser esse amor, Jesus conta a parábola do bom samaritano. E nos convida, desse modo, a olharmos para Ele mesmo e para tudo quanto fez por nós.

Porque Jesus é o bom samaritano por excelência. Ele vem em busca da humanidade ferida de morte pelo pecado, assume a nossa natureza e tem compaixão de nós quando passa, então, por nossos caminhos. Carrega-nos e a nossas misérias, paga as nossas dívidas (contraídas para com Deus por causa do pecado) e deixa-nos aos cuidados da Igreja que instituiu, até o dia em que voltará para estabelecer definitivamente o Seu Reino, no fim dos tempos.

Jesus nos ama e Seu Amor é rico em misericórdia. Se Lhe perguntarmos como retribuir a esse amor para ganharmos a Vida com Ele, o Senhor mostrará o caminho da imitação de Sua entrega total para nos redimir e responderá: "Vai e faze a mesma coisa".

...

(do site http://www.evangelhoquotidiano.org)

São Francisco de Assis, nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, no ano de 1182, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone, gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Sonhou com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o "status" que sua condição exigia, e aos vinte anos, alistou-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo, e em 1206 , aos 24 anos de idade para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até da roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa.

Já inteiramente mudado de coração, e a ponto de mudar de vida, passou um dia pela igreja de São Damião, abandonada e quase em ruínas. Levado pelo Espírito, entrou para rezar e se ajoelhou devotamente diante do crucifixo. Tocado por uma sensação insólita, sentiu-se todo transformado. Pouco depois, coisa inaudita, a imagem do Crucificado mexeu os lábios e falou com ele. Chamando-o pelo nome, disse: "Francisco, vai e repara a minha casa que, como vês, está em ruinas".

Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos, cuja ordem foi aprovada pelo Papa Inocêncio III. Santa Clara, sua dilecta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. Neste capítulo da vida do santo é caracterizado por intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar aos homens, frequentemente armados uns contra os outros, a mensagem evangélica de Paz e Bem. Em 1220, voltou a Assis após ter-se aventurado a viagem à Terra Santa, à Síria e ao Egipto, redigindo a segunda Regra, aprovada pelo Papa Honório III. Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, com o sigilo dos estigmas, recebidos no monte Alverne a 14 de setembro de 1224.

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