quarta-feira, 15 de setembro de 2010

XXIV Semana do Tempo Comum – Jo 19, 25-27 – Memória de Nossa Senhora das Dores

Maria é a mulher que esmaga a cabeça da serpente (cf. Gn 3, 14-15); a filha de Sião que avança como a aurora, temível como um exército em ordem de batalha (cf. Ct 6, 10); a mulher vestida de Sol, com a Lua debaixo dos pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas (cf. Ap 12,1).

Diante da cruz, porém, Maria, que é a Mãe de Jesus, torna-se também a Mãe da Humanidade, a Mãe de todos os homens. Jesus confia o discípulo amado à Sua Mãe e Sua Mãe ao discípulo amado. Mas ele não é chamado pelo nome, porque o discípulo que Jesus ama somos todos e cada um de nós.

Hoje, portanto, dia em que fazemos memória e honramos as dores de Maria, Senhora e Mãe nossa, somos convidados por Jesus Cristo, seu Divino Filho, a tomá-la por Mãe e levá-la com amor para nossa casa, para o nosso coração.

Pois Maria, desde aquele dia no Monte Calvário, diante do Filho crucificado, já aceitou ser nossa Mãe. E, por isso, protege-nos e roga todos os dias, sem cessar, por nós a Deus.

sábado, 11 de setembro de 2010

XXIII Semana do Tempo Comum, sábado – Lc 6, 39-42

"Todo discípulo bem formado será como o mestre"

Se os discípulos dos antigos almejavam superar seus mestres em sabedoria e perfeição, oas discípulos de Jesus Cristo isto não é possível. Perfeito Deus e perfeito Homem, Ele veio não só para revelar Deus ao homem, mas também o homem ao próprio homem. Portanto, Jesus é a medida da perfeição e da sabedoria à qual os seus discípulos devem procurar assemelhar-se, sabendo que, por mais que se aproximem dela, jamais poderão chegar à sua plenitude.

Ainda assim, não é uma busca vã, nem uma luta inglória, ou uma corrida inútil em direção a uma perfeição inatingível. Tanto é assim que na leitura de hoje Paulo exorta: "Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio". Não o teria dito se fosse impossível. E diz ainda: "eu corro, mas não à toa. Eu luto, mas não como quem dá murros no ar". E conta em seguida de seu esforço ("trato duramente o meu corpo e o subjugo") para alcançar a meta, que é o próprio Senhor.

Ao discípulo cabe formar-se e esforçar-se. Mas é Senhor que cabe premiar aqueles que O desejarem ardentemente e, por isso, empenharam suas vidas em conhecê-lO, amá-lO e segui-lO, ainda que, muitas vezes, tenham enfrentado duras batalhas e grandes derrotas. Porque só ao Senhor pertence à vitória.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

XXIII Semana do Tempo Comum – Lc 6, 27-38

"A Vós Que Me Escutais, Eu Digo"

As palavras de Jesus no dia de hoje são, talvez, as mais belas e, certamente, as mais difíceis. Porque o Senhor nos manda amar, fazer o bem, bendizer e rezar justamente por aqueles que nos fazem e querem e que falam mal de nós.

Mas Jesus, antes de dizer tudo isso, avisa que Suas palavras são para aqueles que O escutam, ou seja, para aqueles que querem segui-lO e que, para isso, devem tomar cada dia a própria cruz.

Pois amar a quem nos odeia, falar bem de quem fala mal de nós, rezar por estes que só nos desejam o mal, tudo isso faz parte dessa cruz que devemos tomar e carregar a cada dia. Fazer o bem a quem quer que seja, perdoar o que quer que nos façam, não guardar rancor ou ressentimento – tudo isso vai contra a nossa natureza, que quer indignar-se, levantar-se contra o mal que nos ataca.

No entanto, se amar os inimigos e fazer o bem sem esperar recompensa é custoso, faz parte da nossa cruz cotidiana, também é verdade que nos faz semelhantes a Deus, que é "bondoso também para com os ingratos e maus". Afirma Jesus que, agindo assim, "a vossa recompensa será grande e sereis filhos do Altíssimo".

De resto, não foi assim que Jesus agiu, na cruz, quando perdoou os que O torturavam e matavam? Como nos ensina São Paulo, "eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós" (Rm 5,8).

Tomemos, pois, como meta e fundamento de nossas vidas o que Jesus nos manda hoje: "sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso". São as palavras do Senhor, hoje, para nós, que O escutamos.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Festa da Natividade de Nossa Senhora

"A única Mãe digna dAquele que a criou"

A dignidade de Maria aparece claramente no relato do evangelista Mateus sobre a origem de Jesus Cristo.

Pois Maria fica grávida e José, a quem ela está prometida em casamento e a quem já deve a fidelidade conjugal, quer abandoná-la, evidenciando, assim, saber que o Filho de Maria não é seu filho. Mas não quer repudiá-la publicamente, pois, se o fizer, ela será apedrejada por adultério – e José sabe que Maria não cometeu adultério.

Sem poder, então, entender o que se passa, José procura a única saída digna que consegue vislumbrar sem prejudicar Maria – o repúdio em segredo.

Nesse ponto Deus intervém e envia o anjo para esclarecer a José, em sonho, sobre o que se passa. E ele, então, aceita Maria como esposa sem receio, pois o que nela ocorre é um sinal de Deus de que o Messias há tanto tempo prometido a Israel estava, enfim, por nascer.

Em meio a tudo isso, Maria simplesmente consente, cumpre com a Vontade de Deus e nEle espera. Permanece em silêncio e aguarda a manifestação dos desígnios de seu Senhor. Em seu coração e em seus lábios só há uma palavra: "Eis aqui a serva do Senhor".

Por isso, hoje, festejamos o nascimento de Maria, a Serva do Senhor, como um prelúdio jubiloso da Encarnação do Verbo, pelo qual se realizou a nossa salvação.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

XXII Semana do Tempo Comum – Lc 5, 1-11

Naquele tempo, como hoje, as multidões se comprimem para ver e ouvir a Jesus – as pessoas têm fome e sede de Deus, de Sua Palavra.

Hoje, como naquele tempo, Jesus sobe na barca de Pedro, que é a Sua Igreja, para ensinar Seu Povo que O procura.

Hoje, como naquele tempo, a barca de Pedro navega para águas mais profundas para pescar homens para Deus. Apesar das perseguições e dificuldades, as redes continuam enchendo a ponto de quase se romper, nessa pesca sempre milagrosa das almas, pela graça do Senhor.

Que nós, hoje, como os apóstolos daquele tempo, ao convite do Senhor, deixemos tudo e sigamos a Jesus, navegando para águas mais profundas com a barca de Pedro e lançando as nossas redes para a pesca dos homens na Igreja de Jesus Cristo.

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