-
o arcanjo Miguel, cujo nome significa "quem é como Deus?", príncipe da milícia celeste, que expulsou Satanás e seu exército de anjos rebeldes (demônios) para o inferno (cf. Ap 12, 7-8); -
o arcanjo Rafael, cujo nome significa "cura de Deus", que acompanhou e protegeu Tobias e devolveu a visão a seu pai Tobi (cf. Tb 12, 15-20); -
o arcanjo Gabriel, cujo nome significa "força de Deus", que anunciou a Maria a concepção virginal e o nascimento de Jesus e a Zacarias anunciou o nascimento de João Batista (cf. Lc 1, 26-38 e Lc 1, 11-20).
Reflexões do Evangelho proposto pela liturgia da Igreja Católica para cada dia, destinadas a todas as pessoas de boa vontade, que desejam, de coração aberto, beber da verdadeira fonte da água da vida.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael
terça-feira, 28 de setembro de 2010
XXVI Semana do Tempo Comum – Lc 9, 51-56
Tiago e João, discípulos muito zelosos de seu Mestre, ao verem-nO rejeitado (e por samaritanos, a quem os judeus consideravam impuros e inferiores), quiseram castigar aquele povo.
É possível que estivessem ainda deslumbrados com o poder de curar os doentes, expulsar os demônios e fazer milagres que o Senhor lhes dera para apoiar sua pregação, quando os enviara, dois a dois, pelos povoados onde habitavam os filhos de Israel.
Foi uma reação muito humana, até compreensível, mas demonstra que Tiago e João não haviam ainda compreendido os ensinamentos e as atitudes de Jesus a respeito do amor – amar até mesmo os inimigos, fazer o bem aos que nos querem e fazem mal, orar pelos que nos perseguem para sermos filhos do nosso Pai que está no Céu, que faz brilhar o sol sobre bons e maus, justos e injustos (cf. Mt 5, 43-48).
Por isso é que Jesus os repreende e não lhes permite fazer mal aos samaritanos que Lhe recusam hospedagem (era falta grave fazer isso naquele tempo, pois o hóspede era considerado sagrado).
Podemos hoje aplicar esta passagem para nós, em dois sentidos:
- quantas vezes, como aqueles samaritanos, não demos abrigo ao Senhor, que passava por nossas vidas e pedia um lugar em nosso coração?
- por outro lado, quantas vezes quisemos retribuir com o mal, ao mal que nos fizeram, como Tiago e João, que não souberam amar como Jesus amou e ensinou?
Que este Evangelho nos ensine, então, a rever nossas atitudes de amor para com Deus e para com o próximo.
domingo, 26 de setembro de 2010
XXVI Semana do Tempo Comum – Lc 16, 19-31
A primeira leitura deste domingo (Am 6, 1.4-7) mostra o profeta Amós censurando, em nome do Senhor, todos os que "vivem despreocupadamente", ocupados só de si mesmos e "não se preocupam com a ruína de José", isto é, não se preocupam com a sorte dos demais, não se ocupam também das necessidades de seu próximo. Por isso, serão desterrados: do mesmo modo como não partilham as dores de seus irmãos, também não terão parte na alegria que lhes é reservada.
Em contrapartida, na segunda leitura, São Paulo exorta seu discípulo e bispo Timóteo a buscar as virtudes de um homem de Deus e a conquistar a vida eterna através do bom combate da fé, fugindo das "coisas perversas", tudo aquilo que pode pervertê-lo e afastá-lo do caminho reto que leva ao Reino de Deus (1Tim 6, 11-16).
No Evangelho, Jesus retoma, em certo sentido, as palavras do profeta Amós, ao mostrar o contraste entre a vida de luxo e ostentação do rico e a existência miserável de Lázaro. Resta a Lázaro, porém, a sua dignidade: Deus o conhece e chama pelo nome. O rico, por sua falta de compaixão e porque se deixou escravizar pela riqueza e pela futilidade, despiu-se de sua fundamental dignidade de pessoa, de tal sorte que sequer podemos conhecer o seu nome – Jesus chama-o apenas de "o rico". Deixou de ser o que é, reduziu-se àquilo que tem.
Nomeando a um dos personagens da parábola e deixando de nomear o outro, Jesus quer demonstrar que não é o fato de possuir (muito ou pouco) ou não possuir bens que nos dignifica. À medida, porém, que nos deixamos seduzir e escravizar pelas coisas e diminuímos nosso amor, nossa capacidade de olhar para o outro e de nos voltarmos para ele, reduzimos nosso grau de ser e deixamos de lado a nossa dignidade. Depositamos nossa vida naquilo que é fútil e passageiro e, assim, tornamos fútil a própria existência.
Jesus, porém, vai mais longe. Com essa parábola, o Senhor afirma categoricamente algumas verdades de fé, para que não as esqueçamos e aprendamos, a partir delas, de que modo Deus quer que vivamos.
- Céu e Inferno existem, duram para sempre e quem for para um não poderá, depois, "mudar-se" para o outro.
- Conforme vivamos nesta vida, mereceremos o Céu ou o Inferno. Não há "jeitinho", nem meio termo. Não há uma terceira possibilidade. São as nossas escolhas e os nossos atos que nos levarão a um ou a outro. Nesse contexto, faz ainda mais sentido a exortação de Paulo a Timóteo (e a todos nós): "combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna para a qual foste chamado".
- Deus quer que todos sejamos salvos e cheguemos ao conhecimento da verdade (cf. 1Tim 2, 4). Para isso, não poupou esforços e deu-nos abundantes graças; deu-nos Moisés e os profetas; e, por fim, deu-nos Seu próprio Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou para dar-nos a vida eterna (cf. Jo 3, 16).
Ainda assim, muitos de nós não querem converter-se, mudar de vida, conformar sua vida à Vontade de Deus. Temos um morto que ressuscitou, Jesus Cristo, e não O queremos ouvir, como Ele mesmo previu na parábola do rico e de Lázaro.
O que mais nos falta? O que mais Deus poderia fazer por nós, que já não tenha feito?
sábado, 25 de setembro de 2010
XXV Semana do Tempo Comum – Lc 9, 43-45
"Todos estavam admirados com as coisas que Jesus fazia"
É exatamente nesse momento, quando faz curas e sinais e expulsa demônios, quando as pessoas se admiram do que Ele faz e se perguntam se ele não seria o Messias prometido e ansiosamente aguardado por Israel, que Jesus anuncia aos discípulos Sua Paixão, o Seu sofrimento: dizendo: "o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens". E os discípulos não conseguiam compreender como e por que se daria isso, já que Jesus fazia tanto sucesso em meio ao povo.
Os desígnios de Deus, porém, são diferentes dos nossos. E o olhar de Deus a tudo alcança, enquanto nós, homens, somos espiritualmente cegos, não enxergamos além do que está diante de nossos olhos materiais e ao alcance de nossas mãos.
De que adiantaria Jesus ter continuado a fazer sucesso entre o povo, com Sua pregação, Suas curas e Seus exorcismos, se não tivesse morrido por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação? Mas, graças à Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor, a nossa fé não é vã e não morreremos nos nossos pecados, mas somos os mais felizes dos homens (cf. 1Cor 15, 17-20).
Por isso, quando não compreendemos o sentido imediato daquilo que se passa em nossas vidas, confiemos em Deus e entreguemos tudo à Sua Divina Providência. O Senhor sempre faz concorrer todas as coisas para o nosso maior bem (cf. Rm 8, 28), ainda que, por vezes, elas nos sejam dolorosas.
sábado, 18 de setembro de 2010
XXIV Semana do Tempo Comum – Lc 8, 4-15
"Dão Fruto na Perseverança"
Jesus conta a história de um semeador que segue pelo caminho jogando a sua semente na terra. Na parábola contada, a semente vai caindo pelo caminho em diferentes terrenos e, conforme o tipo de terreno, a semente nem chega a brotar. Ou, se brota, não chega a crescer e logo seca e morre. Ou cresce em meio a outras plantas e é por elas sufocada. Por fim, parte das sementes lançadas cai em terreno adequando, brota, cresce e produz fruto abundante.
Nessa pequena história, em que Jesus é o semeador e a semente é a Palavra que sai de Sua boca, os diferentes terrenos são as pessoas de todos os tempos e lugares que O escutam e recebem essa Palavra que lhes é anunciada pelo Senhor com diferente disposição de coração.
Depende de nós, de nossa vontade, da disposição do nosso coração, no tornamos o terreno fértil no qual a Palavra depositada dá frutos de Vida eterna. Há três condições necessárias para isso: ouvir a Palavra do Senhor com um coração bom e generoso; conservá-la; e perseverar nela, porque só na perseverança é que se pode dar fruto.
O "coração bom e generoso" é o primeiro requisito, porque a Palavra de Deus deve penetrar todos os cantos de nossas vidas, corações e mentes, levando-nos a conformar tudo o que somos, fazemos e temos, ainda que nos custe, à Vontade de Deus manifestada pela pregação de Jesus, expressa na Sagrada Escritura e perpetuada no ensinamento da Igreja.
Depois de receber a semente com generosidade, é preciso conservá-la na boa disposição do coração e perseverar, ainda que com dificuldades, sofrimento e quedas, até o dia em que colheremos o fruto da alegria perfeita na Vida eterna, com Deus, em Seu Reino.