quinta-feira, 1 de maio de 2014

"Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna"

II Semana do Tempo Pascal, quinta-feira
Memória facultativa de São José Operário
Jo 3, 31-36


Nosso Senhor estabelece um contraste entre o Céu e a terra, neste ponto de seu diálogo com Nicodemos. A finalidade é mostrar com clareza que nós, que vivemos neste mundo, não somos capazes de ver e compreender senão as coisas da terra - ainda assim, de modo limitado. Não somos, pois, capazes de enxergar o que é do Céu. Aquilo que nosso entendimento pode alcançar é muito limitado e, por maiores que sejam os progressos da ciência humana, não chegamos nem perto das coisas celestes.
Só Jesus, porque veio do Céu (Ele é o Verbo que se fez carne), está acima de todos e pode falar daquilo que Lhe é próprio, das coisas celestes, e dar testemunho do Pai, por Quem Ele foi enviado para dar a vida eterna a todo aquele que nEle crer (cf. Jo 3, 16).
A todo ser humano cabe, portanto, aceitar que a sua visão das coisas, da realidade, é limitada. Nicodemos, ao aproximar-se de Jesus, começa justamente reconhecendo que Ele veio de Deus. E é por isso mesmo que o Senhor lhe é receptivo e lhe dá muito mais do que aquilo que Nicodemos pensava ter ido buscar. Depois desse diálogo com Jesus, Nicodemos está mais próximo da Verdade. E a única condição necessária foi a humildade que lhe abriu as portas do coração à fé.
Crer no Filho de Deus, obedecer aos Seus mandamentos - essa é a proposta de Deus, acompanhada da promessa da vida eterna. Quem crê no Filho, tem a vida. Mas quem rejeita o Filho (e Aquele que O enviou), rejeita a Verdade e serve ao diabo, pai da mentira. Ao que, cegado pela soberba, prefere viver no erro e na mentira, resta a justa ira de Deus.

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